Psicanálise na Educação

Psicanálise na Educação

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Transtorno Bipolar – você conhece os sintomas?

Olá pessoal,

O transtorno bipolar é um problema em que as pessoas alternam entre períodos de muito bom humor e períodos de irritação ou depressão. As chamadas "oscilações de humor" entre a mania e a depressão podem ser muito rápidas e podem ocorrer com muita ou pouca frequência.
É conhecido como transtorno de humor, onde na fase maníaca (euforia) os pensamentos aceleram rapidamente e a vida parece exótica e maravilhosa, a pessoa fica alegre, pode fazer compras em excesso, liga para amigos que não conversa há muito tempo, faz projetos, tende a uma crença demasiada. Idéias de grandeza.
Na fase depressiva, incluem sentimento de culpa ou vergonha, reflexões constantes, tristeza, tendem a pensamentos suicidas.
Tipos de transtorno bipolar:
Transtorno bipolar tipo 1: pacientes apresentam pelo menos um episódio maníaco e períodos de depressão profunda. Antigamente, o transtorno bipolar do tipo 1 era chamado de depressão maníaca
Transtorno bipolar tipo 2: pacientes nunca apresentaram episódios maníacos completos. Em vez disso, elas apresentam períodos de níveis elevados de energia e impulsividade que não são tão intensos como os da mania (chamado de hipomania). Esses episódios se alternam com episódios de depressão
Uma forma leve de transtorno bipolar chamada ciclotimia envolve oscilações de humor menos graves. Pessoas com essa forma alternam entre hipomania e depressão leve. As pessoas com transtorno bipolar do tipo II ou ciclotimia podem ser diagnosticadas incorretamente como tendo apenas depressão.



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domingo, 4 de janeiro de 2015

Sozinhos sem o outro ou sem nós mesmos?

Numa visão psicanalítica, Winiccot (1959) afirma que, solidão é um benefício que todos os indivíduos tem a seu favor. Por esta razão sua teoria é compreendida como otimista, pois enfoca os aspectos positivos deste sentimento ou capacidade, como descrito pelo autor: "a capacidade do indivíduo de ficar só [...[ é um dos sinais mais importantes do amadurecimento do desenvolvimento emocional". (WINNICOTT, 1958, P.31)
Na modernidade, este sentimento torna-se negativo. Estamos sozinhos e vazios do outro, mas estamos mais sozinhos e vazios de nós mesmos. É muito difícil a arte de ficar acompanhado de si mesmo. Em geral não somos nossa melhor companhia, não gostamos do que vemos, ouvimos e sentimos quando estamos conosco, quando nos escutamos, nos olhamos, quando decidimos parar para ter uma boa conversa com a gente mesmo.
Se queremos enfrentar nossa solidão, nosso vazio, não é agarrando em excesso de atividades, nem entupindo de medicamentos, precisamos ter coragem de ficar com nós mesmos, e aprender a nos conhecer (tornar conhecido este desconhecido que vive em cada um de nós, provocando emoções e reações descontroladas e incoerentes com nossos desejos conscientes), aprender a nos gostar, a sermos nossa melhor companhia. Essa não é uma tarefa simples, nem fácil, e não deve ser enfrentada sozinho, muitas vezes será necessária a ajuda de um profissional da área de saúde mental

sábado, 3 de janeiro de 2015

Mente positiva, você é aquilo que pensa – Inteligência Emocional

Nosso modo de raciocinar molda nossas respostas à vida. Nossos pensamentos governam aquilo que se passa na mente. Agimos segundo as imagens que projetamos na tela de nossa consciência. Devemos ter a mente positiva, pois de certa forma todos nós iremos enfrentar dilemas morais ou situações carregadas de emoção. Em tais ocasiões a inteligência emocional pode fazer a diferença.
O conceito de inteligência emocional é definido por Daniel Goleman em seu livro “Inteligência Emocional”, um dos mais vendidos em várias partes do país, define como a capacidade sentimental da mente ou a habilidade de identificar, avaliar e controlar as emoções.
De acordo com Goleman, a inteligência emocional possui cinco aspectos distintos:
- Conhecer nossas emoções;
- Administrar nossas emoções;
- Reconhecer as emoções dos outros;
- Administrar os relacionamentos com os outros;
- Motivar-nos a alcançar novas metas;
Conhecer sobre inteligência emocional é importante para podermos controlar nossas emoções e mantermos nossas mentes sempre positivas.

Deixo desta forma, esta dica de leitura para aqueles que quiserem saber mais sobre Inteligência Emocional.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Fobia social ou timidez exagerada?

A Fobia Social é um sintoma que acontece e que a maioria das pessoas por não ter o conhecimento necessário sobre este fato,r a confunde muitas vezes com timidez exagerada, para entendermos, vamos iniciar pelo significado do termo “Fobia”.
O significado de “fobia” é: um medo intenso, irrealístico, de um objeto, de um evento ou de um sentimento. Mas uma simples definição não consegue exprimir o terror e a solidão que marcam essa doença.
A fobia social é um mal caracterizado por um medo intenso de ser avaliado por outros e de ser humilhado publicamente. A ansiedade pode levar a ataques de pânico, com sintomas tais como palpitações, vertigens, falta de ar e sudorese. Muitas pessoas tendem a menosprezar os medos dos fóbicos alegando que eles devem ignorar a timidez e enfrentar a situação. Mas existe uma enorme diferença entre timidez e fobia social.
Diferente da timidez comum a fobia social é tão grave que interfere no desempenho diário no trabalho, na escola e em quase todos os relacionamentos interpessoais. Alguns medos estão ligados a esse mal debilitante, como por exemplo, falar em público, comer ou escrever diante dos outros, usar o telefone, relacionar-se com pessoas, entre outros.
A estratégia mais comum que os fóbicos sociais adotam para lidar com o problema é evitar as situações, consideradas por eles, de risco e simplesmente fogem do que lhes apavoram.
No entanto, esta estratégia os aprisiona, em vez de protegê-los. Esquivar-se das situações pode tornar-se uma armadilha cada vez mais operante, até que a esquiva passa a ser uma reação automática. Com isso jamais aprendem a enfrentar seus medos e vencê-los.
Uma paciente em tratamento que prefere não ter sua identidade revelada relata que o simples fato de sair em público a deixava tão apreensiva que chegou ao ponto de se trancar em casa e não sair mais,
“A impressão que eu tinha era a de que todos estavam me olhando e rindo de mim, eu não queria nem mais sair para trabalhar e só pensava em suicídio”.
De acordo com a Associação Americana de Distúrbios da Ansiedade, cerca de três quartos dos indivíduos com fobia jamais recebem ajuda. Muitos fóbicos relutam em procurar ajuda devido ao constrangimento. Outros não sabem o que têm, ou onde encontrar ajuda, e há os que teme o próprio tratamento. Mas felizmente há boas notícias sobre a fobia social: é possível tratá-la e tem cura.
A melhor maneira de tratar a fobia é procurando um profissional para auxiliar no tratamento, mas existem maneiras simples de amenizar esse medo intenso.
Para vencer o medo de falar em público, por exemplo, a pessoa pode começar palestrando para uma platéia pequena, formada por parentes e amigos, depois gradativamente para um público maior”.
O mais importante para um tratamento bem sucedido, é primeiramente o paciente admitir que sofre desse mal, depois administrar os sintomas. Para isso, será preciso tratar os sintomas físicos, as crenças a respeito das situações das quais ele teme e o comportamento que os medos lhe provocam.
As fobias são classificadas entre um grupo de sintomas chamados de distúrbios da ansiedade. Há centenas de fobias conhecidas, mas os especialistas em geral as classificam em três categorias: Fobias simples concentram-se num objeto ou numa situação, tais como insetos, animais, andar de avião ou estar em ambientes fechados; A Agorafobia ocorre usualmente em conjunto com ataques de pânico; Fobias sociais são marcadas pelo medo de embaraçar-se em público, como ao falar a uma platéia. Esta última de acordo com especialistas é a que causa mais sofrimento nos indivíduos.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Conheça a Deficiência Intelectual

A Deficiência Intelectual, segundo a Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento AAIDD, caracteriza-se por um funcionamento intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), que ocorrem antes dos 18 anos de idade.
No dia a dia, isso significa que a pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem.
A Deficiência Intelectual é resultado, quase sempre, de uma alteração no desempenho cerebral, provocada por fatores genéticos, distúrbios na gestação, problemas no parto ou na vida após o nascimento. Um dos maiores desafios enfrentados pelos pesquisadores da área é que em grande parte dos casos estudados essa alteração não tem uma causa conhecida ou identificada. Muitas vezes não se chega a estabelecer claramente a origem da deficiência.
Principais causas
Os fatores de risco e causas que podem levar à Deficiência Intelectual podem ocorrer em três fases: pré-natais, perinatais  e pós-natais.
Pré-natais
Fatores que incidem desde o momento da concepção do bebê até o início do trabalho de parto:
Fatores genéticos 
• Alterações cromossômicas (numéricas ou estruturais) -  provocam Síndrome de Down, entre outras. 
• Alterações gênicas (erros inatos do metabolismo): que provocam Fenilcetonúria, entre outras.

Fatores que afetam o complexo materno-fetal 
• Tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas, efeitos colaterais de medicamentos teratogênicos (capazes de provocar danos nos embriões e fetos).
• Doenças maternas crônicas ou gestacionais (como diabetes mellitus).
• Doenças infecciosas na mãe, que podem comprometer o feto: sífilis, rubéola, toxoplasmose.
• Desnutrição materna.

Perinatais
Fatores que incidem do início do trabalho de parto até o 30.º dia de vida do bebê:
• Hipóxia ou anoxia (oxigenação cerebral insuficiente).
• Prematuridade e baixo peso: Pequeno para Idade Gestacional (PIG).
• Icterícia grave do recém-nascido (kernicterus).

Pós-natais
Fatores que incidem do 30.º dia de vida do bebê até o final da adolescência:
• Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global.
• Infecções: meningites, sarampo.
• Intoxicações exógenas: envenenamentos provocados por remédios, inseticidas, produtos químicos como chumbo, mercúrio etc.
• Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas etc.

Principais tipos de Deficiência Intelectual
Entre os inúmeros fatores que podem causar a deficiência intelectual, destacam-se alterações cromossômicas e gênicas, desordens do desenvolvimento embrionário ou outros distúrbios estruturais e funcionais que reduzem a capacidade do cérebro.


• Síndrome de Down – alteração genética que ocorre na formação do bebê, no início da gravidez. O grau de deficiência intelectual provocado pela síndrome é variável, e o coeficiente de inteligência (QI) pode variar e chegar a valores inferiores a 40. A linguagem fica mais comprometida, mas a visão é relativamente preservada. As interações sociais podem se desenvolver bem, no entanto podem aparecer distúrbios como hiperatividade, depressão, entre outros.
 Síndrome do X-Frágil – alteração genética que provoca atraso mental. A criança apresenta face alongada, orelhas grandes ou salientes, além de comprometimento ocular e comportamento social atípico, principalmente timidez. 
• Síndrome de Prader-Willi – o quadro clínico varia de paciente a paciente, conforme a idade. No período neonatal, a criança apresenta severa hipotonia muscular, baixo peso e pequena estatura. Em geral a pessoa apresenta problemas de aprendizagem e dificuldade para pensamentos e conceitos abstratos.
• Síndrome de Angelman – distúrbio neurológico que causa deficiência intelectual, comprometimento ou ausência de fala, epilepsia, atraso psicomotor, andar desequilibrado, com as pernas afastadas e esticadas, sono entrecortado e difícil, alterações no comportamento, entre outras. 
• Síndrome Williams – alteração genética que causa deficiência intelectual de leve a moderada. A pessoa apresenta comprometimento maior da capacidade visual e espacial em contraste com um bom desenvolvimento da linguagem oral e na música.
• Erros Inatos de Metabolismo (Fenilcetonúria, Hipotireoidismo congênito etc.) – alterações metabólicas, em geral enzimáticas, que normalmente não apresentam sinais nem sintomas sugestivos de doenças. São detectados pelo Teste do Pezinho, e quando tratados adequadamente, podem prevenir o aparecimento de deficiência intelectual. Alguns achados clínicos ou laboratoriais que sugerem esse tipo de distúrbio metabólico: falha de crescimento adequado, doenças recorrentes e inexplicáveis, convulsões, atoxia, perda de habilidade psicomotora, hipotonia, sonolência anormal ou coma, anormalidade ocular, sexual, de pelos e cabelos, surdez inexplicada, acidose láctea e/ou metabólica, distúrbios de colesterol, entre outros.

Deficiência Intelectual x Doença Mental
Muita gente confunde Deficiência Intelectual e doença mental, mas é importante esclarecer que são duas coisas bem diferentes.

Na Deficiência Intelectual a pessoa apresenta um atraso no seu desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e interagir com o meio em que vive. Ou seja, existe um comprometimento cognitivo, que acontece antes dos 18 anos, e que prejudica suas habilidades adaptativas.
Já a doença mental engloba uma série de condições que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho da pessoa na sociedade. Essas alterações acontecem na mente da pessoa e causam uma alteração na sua percepção da realidade. Em resumo, é uma doença psiquiátrica, que deve ser tratada por um psiquiatra, com uso de medicamentos específicos para cada situação.

Fonte: Apae/sp

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Psicanálise e a Educação

"Nenhuma das aplicações da psicanálise excitou tanto interesse e despertou tantas esperanças (...) quanto seu emprego na teoria e na prática da educação" (Freud, 1925). 

A psicanálise é constituída de duas partes: As teorias sobre o funcionamento humano em termos psicológicos, e as técnicas de tratamento. Da mesma forma que a anatomia e a fisiologia, conhecimentos fundamentais, dão uma base sólida a todas aquelas especialidades acima mencionadas, o conhecimento psicanalítico também fornece fundamentos para uma série de atividades, tais como a educação, a psicologia (individual e social), agora a psicopedagoga, etc. Vamos demonstrar as relações entre psicanálise e educação, possíveis elementos que ultrapassem a psicologização dos problemas educacionais essencialmente de origem social, política e econômica. Entretanto, não se descarta o aspecto frutífero desta relação, que pode ser a utilização da hermenêutica psicanalítica aliada à crítica dialética da cultura. Ao nos apropriamos de uma leitura frankfurtiana do pensamento de Freud, procuramos mostrar a importância da psicanálise para a reflexão sobre a produção do conhecimento, sobre a relação professor-aluno e para a denúncia de posturas pedagógicas meramente adaptativas e não emancipa tórias. Se a ambigüidade da formação cultural, e, em sentido estrito, da educação, não pode ser eliminada simplesmente com um esclarecimento terminológico, é tarefa de a Teoria Crítica contrapor os conceitos à realidade. Portanto, formação cultural é a negação do que vivenciamos até então: semiformação socializada (Halbbildung) possível de ser apreendida na educação por meio de parâmetros pedagógicos que não têm aprofundado sua reflexão sobre a cultura e a teoria do conhecimento, sobre a democratização do ensino, a indústria cultural e os processos inconscientes existentes na relação escola-sociedade. 

REFERENCIAL TEÓRICO

A obra de Sigmund Freud, centrada inicialmente na terapia de doenças emocionais, também veio contribuir em muito na área social e na pedagogia, pois o ato de educar está intimamente relacionado com 
o desenvolvimento humano, especialmente do aparelho psíquico. 

Através das reflexões feitas pelo psicanalista, podemos entender melhor enquanto educadores, como se processa em nossos educando o desenvolvimento emocional e mental, pois o ser humano constitui-se como um todo, razão e emoção.
As maiores contribuições da Psicanálise com a educação em geral se dão através do estudo do funcionamento do aparelho psíquico e dos processos mentais, onde ocorre a aprendizagem, do estudo dos vários tipos de pensamento, da aprendizagem através dos processos de identificação e dos processos de transferência que ocorrem na relação professor- aluno.
Segundo Freud, os estudos psicanalíticos devem direcionar-se mais a auxiliar o educador na difícil tarefa de educar, missão quase impossível de ser realizada plenamente, pois o ser humano vive numa constante luta entre suas forças internas, regidas pelo princípio do prazer (id) e as forças externas que impõem juízos de valor (superego) sobre esses desejos. O educador precisa ajudar o educando a buscar esse equilíbrio na construção do eu (ego) para que a aprendizagem possa ocorrer de forma eficaz.
Revelando que o ser humano possui vários tipos de pensamento (prático, cogitativo e crítico), o estudo freudiano lembra a importância que tem a escola poder proporcionar o desenvolvimento de todas as suas dimensões, alargando assim a capacidade do sujeito buscar alternativo por si próprio e desenvolva o prazer de aprender.
Uma grande contribuição diz respeito à aprendizagem por identificação, pois mostra que através de modelos de pessoas que lhes foram significativas o ser humano motiva-se no sentido de equiparar a elas sua auto-imagem.
A teoria de Freud destaca a importância da relação professor-aluno. É necessário que o professor saiba sintonizar-se emocionalmente com seus alunos, pois depende muito desse relacionamento, dessa empatia, estabelecer um clima favorável à aprendizagem. Os estudos psicanalíticos revelam que o ser humano transfere situações vivenciadas anteriormente, bem como demonstra resistências a experiências uma vez reprimidas.